Presidente da ANAG Alerta Governo sobre "Incumprimento" do Preço de Referência da Castanha de Caju
O Presidente da Associação Nacional de Agricultores da Guiné (ANAG) lançou um alerta ao Governo sobre o "incumprimento" do preço de referência fixado em 300 FCA para a compra de castanha de caju deste ano, por parte de alguns intermediários ligados ao setor.
Segundo a Agência de Notícias da Guiné (ANG), Jaime Boles Gomes pediu ao Governo para tomar medidas urgentes para pôr fim à "desordem" no mercado de caju.
"Nós, enquanto defensores da classe, chamamos a atenção ao Governo para acionar mecanismos que garantam o respeito pelo preço de compra da castanha de caju fixado em 300 FCA, de modo a permitir que os produtores sobrevivam", disse.
Boles Gomes denunciou que em algumas regiões do país, a castanha está a ser comprada por 200 ou 150 FCA, uma prática que contesta e afirma que não pode continuar, sob pena de o país enfrentar mais um ano de fome.
O presidente da ANAG considera urgente que o Governo tome medidas para acabar com esta prática, caso contrário, sugere que abra as fronteiras para permitir que os produtores exportem as suas castanhas e as vendam onde o preço é mais favorável.
"Como homem do campo e ligado aos produtores, não podemos permitir que a castanha seja comprada por menos de 300 francos. O Governo deve regular o mercado, pois o momento é oportuno antes que esta campanha se assemelhe à do ano passado", enfatizou.
Jaime Boles Gomes apelou às autoridades regionais, líderes locais, comerciantes e indivíduos para denunciarem aqueles que não respeitam a decisão do Governo sobre o preço mínimo de compra de 300 FCA por quilo junto aos produtores.
// TV VOZ DO POVO / ANG
@Tidjane Cande



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