Retenção de selecionador adjunto no Togo gera mal-estar na Seleção Nacional
A retenção do selecionador adjunto da Guiné-Bissau, Anaxímenes Pereira, no Aeroporto Internacional Gnassingbé Eyadéma, em Lomé (Togo), na sexta-feira, 21 de março, devido a irregularidades no seu bilhete de viagem, está a causar desconforto dentro da Seleção Nacional e na Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB).
Fontes da FFGB contactadas pela TV Voz do Povo denunciam que o incidente resulta da crescente interferência do Governo, através do Ministério dos Desportos, na gestão do futebol nacional. De acordo com as mesmas fontes, esta ingerência tem causado problemas administrativos e logísticos que afetam diretamente a preparação e desempenho da seleção.
A polémica intensificou-se após a decisão do Ministério dos Desportos de centralizar a gestão financeira das viagens da seleção, incluindo a escolha da agência responsável pela emissão dos bilhetes. Essa mudança tem gerado dificuldades, sendo o caso de Anaxímenes Pereira um reflexo das falhas recentes na organização da equipa nacional.
Fontes próximas à FFGB relatam ainda que a seleção tem enfrentado um aumento da burocracia, comprometendo a logística dos Djurtus. Um dos exemplos apontados foi a escolha de um hotel na Libéria a mais de uma hora e meia do campo de treino, prejudicando o descanso e a preparação dos jogadores.
Além disso, a falta de coordenação entre o Ministério dos Desportos e a FFGB tem resultado em erros graves na organização dos compromissos internacionais da equipa. No caso específico do selecionador adjunto, o bilhete de viagem apresentava uma data de embarque diferente da dos restantes membros da comitiva.
O incidente ocorre num momento difícil para a seleção nacional, que vem de uma derrota por 3 a 1 frente à Serra Leoa e agora se prepara para enfrentar o Burkina Faso, na sexta jornada da fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2026.
Uma fonte próxima ao selecionador adjunto revelou à TV Voz do Povo que Anaxímenes Pereira está indignado com a situação e pondera apresentar a sua demissão nos próximos dias.
Alerta-se, por outro lado, para o risco de sanções por parte da FIFA, caso as interferências governamentais continuem a comprometer a autonomia da FFGB.
A comitiva guineense já regressou a Bissau, enquanto se aguarda uma solução para o impasse que mantém Anaxímenes Pereira retido no Togo.
// TV VOZ DO POVO
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